quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Quase, aprisiona.


Quase é o gosto do imperfeito quando a esperado era o perfeito;
Quase é a necessidade que morará para sempre no inconsciente;
Quase é a falta de resposta morando dentro de nós;
Quase é o imaginário do que poderia ter sido;
Quase é um cartaz te dizendo que você poderia: ter ido ou ter ficado...
Quase é o sentimento que nasceu, mas não sobreviveu.
Quase é  quando você para e a vida ainda segue;
Quase é a lágrima que não chega ao lábio, sufocada pelo orgulho;
Quase é a falta de coragem que nos assombra todos os dias;
Quase é falta de centímetros na prova da passarela;
Quase é a meta perdida na pressão do prazo;
Quase é a certeza que você fez o melhor que podia, mas não foi suficiente.
Quase é a ilusão que sempre teremos tempo para algo mais;
Quase é a tristeza presa no olhar;
Quase é a prisão que está sempre aberta, mas você não sabe;
Quase é como o amanhã: você almeja, mas não existe.

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